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1.º Concurso de GRraffiti em Manhuaçu - 3.º lugar

Mês passado participei do 1° concurso de graffiti em Manhuaçu, fui selecionada, na final, deu empate técnico fiquei em  2° lugar, e depois em terceiro, por decisão popular. Comemorações à parte, foi muito interessante ver oque pessoas comprometidas podem fazer pela arte numa cidade. Parabéns Comendador Fabrício Santos, pela iniciativa, ficamos todos honrados em participar de um trabalho pioneiro, que serve como modelo e exemplo à secretarias de cultura engessadas e inoperantes.  

Pra destacar, tenho o diálogo com Fabrício, que ouviu nossas questões, como “graffiteiro não gosta de competir”, “Fabrício, não dá pra avaliar tanto trabalho diferente, a gente preferia se fosse um prêmio igual pra todos”. A gente não pensava que realmente ele estivesse nos ouvindo, mas estava ouvindo, e agindo. Ao invés do tradicional “tapinha nas costas seguido de ostracismo absoluto”, ele nos atendeu e já no sábado nos veio com a notícia de que o projeto terá continuidade, com uma seleção e uma premiação igual para os finalistas, como aconselhamos, além de outras novidades. É, tem hora que vale a pena. Além disso, tem outro aspecto interessante, a primeira coisa que reparei em Manhuaçu foi que não havia graffitis por onde passei e isso se estendia a toda a cidade. Então percebi que o concurso tinha uma proposta educativa, também. A grande maioria não conhecia o graffiti como proposta artística, mas o concurso tinha esse aspecto também: ensinar uma nova forma de expressão artística, incentivando, educando, e remunerando os artistas. Cara, como eu gostaria que fosse assim em Niterói. Certamente teríamos muito mais trabalhos nas ruas. Ao invés de cal para apagar graffitis, que tal incentivo e respeito aos artistas de rua?....

EINHEIT



Einheit, expo de Lya Alves em comemoração aos 20 anos da reunificação da Alemanha

Instituto Cultural Germânico
16 de outubro à dia 12 de novembro;

A exposição de Lya Alves apresenta graffiti, pinturas em grandes formatos e diferentes suportes, e o projeto de ambientação “A terra dos poetas e pensadores”. Partindo da temática da queda do muro, a artista inicia uma reflexão sobre a queda do homem e sua relação com o conhecimento, tendo como pano de fundo o relato bíblico em Genesis.
Integrando a mostra Kultur no Instituto Cultural Germânico, há uma sessão com souvenirs da exposição onde o visitante poderá encontrar obras em pequenos formatos, camisas estampadas, caixinhas, postais e etc.
Para o dia do vernissage, ao invés da calmaria, a artista propõe ambientes com atividades diversificadas como desfile de moda, DJ e performances com artistas convidados.


Lya Alves é artista plástica, graffiteira e cursou teologia. Cresceu, assim, absorvendo a estética do desenho de publicidade, o traço de ilustrações de moda. Mais tarde incluiu o simbolismo e a influência da arte urbana.

Serviço:
EINHEIT – comemoração de 20 anos da reunificação da Alemanha
Instituto Cultural Germânico
Av. Sete de setembro, 131 – Icaraí  Fone: 2714-0879
Abertura: 16 de outubro(sábado) às 19:00 no ICG – Entrada R$15,00
17 de outubro à 12 de novembro, gratuito.




ROTEIRO


1º andar - Térreo
A árvore do conhecimento do bem e do mal

A instalação “ árvore do conhecimento do bem e do mal”, faz referência a Hegel, quando ele afirma que “ao olhar a árvore se perde de vista a floresta” e ao pensamento de F.G. Herder, que acreditava ser a Alemanha o centro pedagógico da humanidade. Com duas guerras mundiais e a violência pelas paixões ideológicas que a sacudiram durante o século XX, foi inegável o papel de seus escritores, filósofos, artistas e visionários.

Como o fluxo de ideologias que vem do alto, alienando, e oprimindo, a estrutura de papel simboliza a árvore do conhecimento do bem e do mal e sua própria fragilidade, que só tem força enquanto não se conhece a realidade. O jogo de luz e sombra também compõe da instalação. A luz, simbolizando o conhecimento, a verdade que denuncia a mentira; a estrutura de papel simbolizando o discurso mentiroso, alienante e opressor, e as sombras/trevas são  a verdadeira face da mentira. A medida que as ideologias são apresentadas nos três andares da exposição, o visitante literalmente caminha sobre aquela mentira até que os elos vão se partindo e se rompem definitivamente diante da árvore da vida, onde são definitivamente quebrados e pode-se desfrutar a liberdade .













Escadas
LatinhaZ - série 2

A liberdade econômica tornou-se fonte de medo e angústia, levando pessoas a desejarem a fuga por meio de ilusões de “terem” algo ou “pertencerem” a um grupo que lhes fariam sentir menos sós. A alternativa saudável é reconhecer a importância do outro nos vínculos de cooperação e solidariedade. A instalação alude a Erich Fromm, em “o medo à liberdade”, e destaca a compulsão como elemento anestésico para o medo à liberdade e a insatisfação.
 
2º Andar -Galeria
Pig

Ao retratar como objetos de culto as armas políticas e a imprensa, que cria e impõe opiniões e padrões, a artista ironiza a guerra santa forjada pela mídia e também as “fobias” de grupos sociais, Ideologias criadas para ocultar a violência social gerada por questões enraizadas e mal resolvidas como miséria, fome e educação. Os porcos são referência e trocadilho com a P.I.G., Política de Informação Golpista. A artista problematiza a relação entre grupos sociais e denuncia os mecanismos de informação global que documentam, disseminam e forjam esses conflitos pelo país, reivindicando em suas obras uma discussão acerca da ética e dos direitos humanos.
 
Escadas

Ovelhas


Toy Art é um fenômeno da arte urbana e da pop art. é um objeto para colecionadores que tem feito sucesso entre artistas e designers. A Toy “Ovelhas” faz referência ao conceito de Nietzsche sobre a mentalidade de rebanho e a fábula por ele criada para explicar a criação do conhecimento por seres inteligentes e mentirosos que foram extintos. As mentiras e o rebanho, porém, permaneceram e se multiplicaram.
Num rebanho, os últimos seguem os primeiros apenas porque eles estão na frente e não atrás. De modo semelhante ao gado, quantos indivíduos acolhem acriticamente as afirmações da massa. Seguem irrefletidamente os critérios da massa para discernir o verdadeiro do falso. Aderem impensadamente aos conceitos da multidão porque imaginam que é melhor acreditar do que examinar – avaliar criticamente.

3º andar - Galeria

Lupus





Seguindo a idéia de que o homem é um animal político, a obra faz homenagem a Lutero e suas 95 teses que libertaram os camponeses da opressão da venda de indulgências. Hoje a salvação não pode ser vendida, a salvação é pela fé. Porém, a fé tem sido negociada por alcatéias sacerdotais.

Escadas

Graffiti


O painel tem como eixo temático as ideologias que impedem a formação de indivíduos independentes, capazes de julgar e decidir conscientemente, condição necessária para uma sociedade democrática. A indústria cultural cria as massas e tira-lhe qualquer possibilidade de emancipação. Se a árvore do conhecimento do bem e do mal (ideologias) é a árvore da morte, a árvore da vida é a árvore da verdade.


4º andar - Galeria

Pinturas em grandes formatos



Élcio, André e Antônio compõem a celebração da unidade. André tem um olhar misterioso e Élcio é irônico. Antônio comemora a vida e a liberdade em Jezreel, planície onde houve uma grande chacina devido a um golpe de Estado. Jezreel também é conhecido como vale de Megido, ou Vale da Decisão.
Acima de tudo isso, de toda morte e destruição, de toda mentira e falsidade, existe a liberdade.


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Graffiti na exposição dos alunos da oficina do Daniel Azulay no Jockey Club Brasileiro

Pelo terceiro ano consecutivo, os alunos da Oficina Daniel Azulay fazem uma exposição dos desenhos no Jockey Club Brasileiro. O evento ocorreu neste sábado, dia 21 de agosto, na Tribuna B do Hipódromo da Gávea, de 15h as 19h, com entrada gratuita. Este ano, o tema " Eu sou do Rio" homenageia a cidade que será sede da próxima Copa do Mundo e das Olimpíadas de 2016. Como nos anos anteriores, o artista fez uma apresentação para os alunos da Escola Jockey Club Brasileiro.